O uso dos porquês na língua portuguesa é um assunto que, com certeza, mexe ou já mexeu com quem escreve regularmente.

Escrever em bom português é essencial para dar credibilidade a qualquer trabalho publicado, seja um livro, seja um site, seja um artigo acadêmico. Por isso é tão importante investir em revisão de texto.

Mas, sabemos, nem todo texto usado em nossas comunicações poderá ser revisado, não é mesmo? Se você se comunica com seus clientes e/ou leitores por e-mail e/ou WhatsApp, é importante que seu texto seja bem escrito; caso contrário, pode passar má impressão para quem o recebe.

No português falado identificamos facilmente os diferentes significados dos porquês, seja perguntando, respondendo, afirmando – sem qualquer mistério. Mas, quando mergulha no mundo da escrita, para caracterizar as distintas funções, encontramos quatro tipos de grafias do porquê: junto, separado, com acento e sem acento.

É bem diferente do inglês que só tem o why (para perguntar) e o because (para responder). Vamos agora ao uso dos porquês na língua portuguesa?

 

POR QUE – separado e sem acento

É usado em perguntas, no início ou no meio da frase. Para ficar bem claro o seu significado e facilitar a memorização, lembre-se de que ele pode ser substituído por “por qual motivo” ou “por qual razão”.

Exemplos:

“Por que você se atrasou?”

“Gostaria de saber por que você se atrasou.”

 

POR QUÊ – separado e com acento

Com raríssimas exceções, geralmente o “por quê” é usado no final de frases (antes de um ponto final, de interrogação ou de exclamação). Também pode ser substituído por “por qual motivo”.

Exemplos:

Você se atrasou. Por quê?

Você quer saber por quê?

Você se atrasou e eu quero saber por quê.

Podemos perceber que o acento é utilizado quando o complemento da frase está implícito. Veja:

Você se atrasou. Por quê [você se atrasou]?

Você quer saber por quê [eu me atrasei]?

Você se atrasou e eu quero saber por quê [você se atrasou].

Apesar de não ser muito frequente, ocorre de o “por quê” também ficar no meio de uma oração com sentido completo – e não somente em final de frase. Veja o exemplo abaixo:

Não devo me atrasar por quê, se todos se atrasam?

 

PORQUE – junto e sem acento

O “porque”, assim junto e sem acento, é usado para afirmar, negar, exclamar… e até para perguntar. Indica causa, motivo, justificativa ou explicação.  Para memorizar, lembre-se de que pode ser substituído por “uma vez que” (causa, motivo) ou por “pois” (justificativa, explicação).

Exemplos:

Atrasei-me porque o trem enguiçou.

Peguei o trem porque achei que chegaria mais rápido.

Porque queria chegar mais rápido peguei o trem.

 

PORQUÊ – junto e com acento

O “porquê”, junto e com acento, é um substantivo que significa “motivo”, “razão pela qual”. Será sempre precedido por um especificador (artigo, pronome, adjetivo, numeral).

Exemplos:

Você se atrasou e eu quero saber o porquê.

O engarrafamento foi apenas um dos porquês.

A vida tem os seus porquês.

Lembramos que para escrever em bom português a dica é ler muito, mas de preferência textos que tenham sido revisados! (Conheça nossos serviços de Revisão de Textos)

Para ajudá-lo em seu dia-a-dia, elaboramos um infográfico simplificando o uso dos porquês na língua portuguesa. Imprimi-lo é uma boa ideia para poder consultá-lo sempre que você ficar em dúvida. Mas não seja egoísta, compartilhe este post no Facebook e marque seus amigos que também possam se beneficiar com essas informações. Até o próximo post!

Uso dos porquês - infográfico

 

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