A transcrição de áudio automática não vale a pena. E veja: se valesse, por que a Mundo Escrito (e outras empresas idôneas) contaria com transcritores aos quais sempre deve pagar pelo serviço? No sistema de mercado em que vivemos, nenhuma empresa deixaria escapar essa oportunidade se, realmente, valesse a pena.

Muitas tentativas já foram feitas nesse sentido pela IBM, pela Google e por outras grandes empresas. Também nós desejamos muito que esse sonho de transcrever áudios automaticamente transforme-se em realidade.

Por que a transcrição de áudio automática não vale a pena?

Por que a transcrição de áudio automática não vale a penaA proposta da transcrição de áudio automática não vale a pena, ainda, porque o software precisa converter a voz humana (gravada ou ao vivo) em texto com qualidade. Do contrário, o tempo necessário para revisá-lo após a conversão acaba sendo superior ao que se gastaria digitando-o manualmente.

E mais! Os textos produzidos por esses softwares são muito perigosos porque a revisão pós-conversão deve ser muito mais cuidadosa, já que nunca retornam palavras inexistentes. Ou seja, se a pronúncia não for bem feita, o software retornará o texto que mais se aproximar daquilo que foi dito – como ocorre com os conversores de voz em texto dos smartphones. Imagine o volume de erros que pode advir de um áudio mais extenso…

É verdade que nas atividades informais esses softwares podem ajudar. Mas, se a finalidade da transcrição do seu áudio é gerar documentos protocolares, principalmente se o conteúdo tem terminologias específicas, não perca seu tempo. Transcreva-o manualmente e garanta que tudo saia sob controle. Do contrário, você correrá muitos riscos de prejudicar o seu documento.

As experiências com os softwares de transcrição automática

Como fornecedores do serviço de transcrição de áudio (e degravação), claro que fizemos muitas experiências até chegar a essa conclusão. E foi por isso que escrevemos este artigo.

Fizemos inclusive a experiência de passar os textos convertidos pelos softwares aos nossos revisores, mas, claro, também por questões financeiras isso não deu certo, já que o serviço de revisão de texto é mais caro do que o de transcrição.

A IBM foi a primeira a fazer conversão de voz em texto. Partindo do princípio de que a voz humana se difere de pessoa para pessoa, quando o ViaVoice era instalado no desktop, era necessário que o usuário fizesse o reconhecimento de voz. O usuário precisava ler, em voz alta, todos os textos que o software solicitava, até que o reconhecimento da voz fosse feito.

Não houve avanço, infelizmente

 

transcrição de áudio automática

Nem deu para perceber que já se passaram 10 anos! Hoje a Google e outros fabricantes já fazem a conversão de voz em texto sem a necessidade do reconhecimento de voz. Mas, infelizmente, os recursos da conversão são exatamente os mesmos.

Se 10 anos depois do ViaVoice a tecnologia de conversão continua a mesma, apesar dos esforços da poderosa Google e de outras empresas de grande porte, a esperança de que surja no mercado um software que realmente cumpra o papel de converter voz em texto com qualidade ainda é esparsa.

Sendo assim, se você não pode continuar esperando até que o software seja desenvolvido de fato, sugerimos que aprenda a transcrever manualmente ou contrate o serviço de quem já faz isso profissionalmente.

Com este post, esperamos ter contribuído para que você não tenha que experimentar os diversos recursos disponíveis de conversão automática para, no fim, como nós, constatar também que a transcrição de áudio automática não vale a pena.

 

 

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